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Instituições financeiras portuguesas dizem precisar entre 5 a 10 anos para completar os objetivos de open banking

Instituições financeiras

Instituições financeiras portuguesas dizem precisar entre 5 a 10 anos para completar os objetivos de open banking

  • Estudo da Tink revela que cerca de 2 em cada 3 executivos financeiros portugueses (57%) esperam que as suas instituições financeiras precisem entre 5 a 10 anos para concluírem os seus objetivos de open banking. 23% apontam para um prazo de mais de 10 anos .
  • Apesar disto, há um elevado sentimento positivo sobre o open banking entre os executivos financeiros portugueses que sobe de 33% em 2019 para 60% em 2021 à medida que os executivos tiram partido do seu potencial económico e reconhecem a sua importância estratégica.

Publicado pela plataforma europeia de Open Banking Tink, o estudo revela que, apesar do crescente sentimento positivo, a implementação completa do Open Banking levará muitos anos para as instituições financeiras a concretizarem.

Em Portugal, 24% dos executivos acreditam que as suas instituições irão precisar de mais de 10 anos para conctretizarem os objetivos do open banking

O estudo, com 308 executivos de 12 países, concluiu que 4 em 10 (40%) acreditam que as suas instituições financeiras irão precisar entre 5 a 10 anos para concretizarem os seus objetivos de open banking e 37% creem que isso irá demorar mais de uma década. Esta diferença reflete a dimensão da tarefa em mãos com muitas organizações a embarcarem em projetos de Open Banking transformacionais de grande escala que irão precisar de vários anos para serem concretizados. Em Portugal, 24% acreditam que as suas instituições irão precisar de mais de 10 anos, enquanto que 57% apontam um prazo entre 5 a 10 anos e 19% para um período inferior a 5 anos.

Entre os entrevistados, executivos em Espanha (37%), Itália (34%), e França (30%) são os mais optimistas sobre prazos.

Instituições financeiras Portugal é um mercado onde os clientes usufruem de algumas das vantagens do Open Banking há vários anos. No entanto, desde a aplicação do PSD2 houve um impulso na inovação. Os bancos incumbentes aproveitaram a oportunidade para impulsionar programas holísticos de transformação digital através do Open Banking, vendo nele oportunidades para criarem serviços digitais mais eficientes e com maior impacto. Os Portugueses estão igualmente a ver a iniciação de pagamentos como uma oportunidade importante para permitir a movimentação de fundos de e para suas contas bancárias primárias.

Open banking: uma força revolucionária na indústria
Embora a infraestrutura preexistente e os desafios técnicos signifiquem que o ritmo de transformação do Open Banking pode ser relativamente lento, há evidências de que as instituições financeiras têm um grande apetite para aproveitarem os seus benefícios. Mais de quatro em cada cinco (83%) executivos financeiros europeus acreditam que o Open Banking está a ter um efeito revolucionário na indústria dos serviços financeiros, e o sentimento positivo em relação ao Open Banking continua a aumentar – de 55% em 2019 para 71% em 2021.

Em Portugal, o sentimento é igualmente muito positivo, com quase ⅔ (59,1%) dos executivos financeiros portugueses a verem o Open Banking como uma revolução. Porém, eles também sabem que essas iniciativas não se materializam da noite para o dia, pois quase um quarto (24%) esperam que esses objetivos de Open Banking durem mais de uma década.

Instituições financeiras As instituições financeiras em toda a Europa também estão a despertar para a dimensão do prémio de Open Banking – reconhecendo oportunidades comerciais imediatas que podem ser realizadas através da melhoria da experiência do consumidor (36%), do lançamento de novos serviços digitais (35%) e o aumento da receita (34%).