Cibersegurança

Profissionais de TI preocupados com a segurança das empresas

Profissionais de TI preocupados com a segurança das empresas
Os profissionais de TI estão três vezes mais preocupados com a segurança financeira e da propriedade intelectual das suas empresas do que com a sua própria segurança pessoal e familiar. As conclusões constam do estudo Cloud Threat Report 2020 da Oracle e da KPMG, que inquiriram mais de 750 profissionais das áreas da cibersegurança e TI de todo o mundo.

Os resultados, agora publicados, mostram que estes profissionais estão preocupados com os prestadores de serviços na cloud e que 80% receiam que as empresas de cloud com quem estão a negociar atualmente se venham a transformar em concorrentes nos seus principais mercados.

Quanto à segurança, 75% dos profissionais de TI consideram as clouds públicas mais seguras do que os seus próprios centros de dados, no entanto, 92% dos inquiridos afirmou não ter a certeza se a sua empresa estará preparada para assegurar serviços seguros nas cloud públicas.

Além disso, cerca de 80% destes profissionais revela que as recentes violações de dados experimentadas por outras empresas provocaram um maior foco da sua organização no que diz respeito a garantir e reforçar a segurança dos dados.

Por outro lado, apenas 8% dos diretores de segurança de TI afirmaram possuir uma total compreensão do modelo de responsabilidade partilhada na questão da segurança, com 70% a considerar que são necessárias mais ferramentas especializadas para garantir a segurança da sua pegada na cloud pública.

Com o estudo ficamos ainda a saber que a automação e a inteligência artificial (IA) fazem parte da resposta aos problemas de segurança, com 88% dos profissionais de TI a mostrarem que acreditam que nos próximos três anos a sua cloud irá usar patchings e atualizações inteligentes e automatizadas para melhorar a segurança e 87% a indicar que consideram os recursos de IA/machine learning como um ‘must-have’ a incluir nas suas novas aquisições na área da segurança para se poderem proteger melhor contra as fraudes, o malware e as configurações incorretas.

“A deslocação e a migração da informação crítica para a cloud, que tem ocorrido ao longo dos últimos anos, é muito promissora. Não obstante, a fragmentação das ferramentas e dos processos de segurança criou algo semelhante a um Frankenstein, provocando configurações dispendiosas e fugas de dados constantes. Mas ainda assim, as coisas estão a melhorar. A adoção de ferramentas que aproveitam a automatização inteligente para ajudar a colmatar a lacuna das competências está na lista dos investimentos das TI no futuro imediato, e os gestores estão a unificar de forma metódica as diferentes linhas de negócio em torno de uma cultura de security-first”, revela Steve Daheb, vice president senior de Oracle Cloud.

Por outro lado, Tony Buffomante, global co-leader e U.S. leader da KPMG LLP’s Cyber Security Services, refere que “para poderem gerir o nível mais elevado das ameaças, no contexto da nova realidade, é essencial que os CISOs incorporem a segurança na concepção das suas estratégias de migração e de implementação na cloud e que se mantenham permanentemente em contacto com os gestores de topo das suas empresas/negócios.”