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Pagamentos: a escolha é do cliente

Escolha do cliente

Cartão, dinheiro ou os novos wearables. Cliente ou retalhista. A quem deverá caber a escolha em matéria de plataforma de pagamento? Durante o congresso Smartpayments 2016, organizado pelo IFE, a ideia foi unânime: o comerciante deverá disponibilizar o máximo de escolhas possíveis, ao cliente cabe a oportunidade de optar pela que for mais conveniente.

Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing da Cetelem aludiu a um estudo interno para explicar que «mais de metade dos portugueses conhecem as novas formas de pagamento, mas ainda não se sentem confortáveis na sua utilização». Na realidade, «o cartão de débito continua a ser o meio mais utilizado pelos consumidores portugueses».

Este responsável aponta ainda o estudo para dar conta que o contactless «é muito pouco utilizado no nosso país, o que revela que, para já, não está a ser uma aposta bem-sucedida». Ao contrário, o PayPal «ainda que pouco conhecido pela generalidade dos consumidores, a verdade é que tem uma elevada taxa de utilização entre quem o conhece», segundo se percebe no mesmo estudo.

Diogo Lopes Pereira considera também que os meios de pagamento devem ser vistos pelo comerciante «como uma forma de maximizar as vendas» e aos quais se poderá juntar «um forte programa de fidelização».

Do lado da Sonae MC, o conceito de omnicanalidade ganhou relevância durante a apresentação do seu e-commerce business diretor. Pedro Pinto lembra que «uma forte presença online implica também uma forte estratégia para o offline» até porque «mais de metade das pessoas opta por fazer a pesquisa na Web, mas depois vai à loja comprar».

Diz este responsável que, em Portugal, as vendas do retalho no online «estão a crescer na casa dos 15%» tendência que se deverá manter «até 2018». Apesar dos números, «existe ainda uma taxa de penetração muito reduzida o que implica boas oportunidades de negócio a explorar pelos retalhistas».

A Sonae tem no Continente online o seu melhor exemplo de comércio eletrónico: «Existe há já 15 anos e temos, desde sempre, trabalhado no sentido de perceber quem são e o que querem os consumidores».

Contas feitas, são clientes cada vez «mais urbanos, mais velhos e mais conectados» diz Pedro Pinto.

Este tipo de informação tem permitido trabalhar melhor a experiência do cliente no Continente online «com a criação de programas de fidelização específicos e outros serviços como a previsão mais exata da hora de entrega das compras ou cupões de desconto».

É também de multicanalidade e multidevice que fala Joaquin Diaz de Teran, sales manager Espanha & Portugal da Ingenico ePayments: «Hoje em dia, todas as empresas devem apostar na interligação entre móvel, Web e espaços físicos.»

E, enquanto no passado, «tínhamos canais de venda fechados em silos» atualmente o negócio deverá render-se «ao conceito multicanal, capaz de suportar muito melhor as necessidades dos clientes e dos próprios retalhistas». Na verdade, trata-se de «garantir um aumento das vendas, um maior numero de pontos de venda disponíveis e um incremento da lealdade do consumidor face à marca».

E, Joaquin Diaz Teran deixa um exemplo claro do que podem ser as mais-valias desta aposta na multicanalidade e da evolução para o omnichannel: «Se o valor de um cliente na Net for de 100 e na loja física de 150, a verdade é que no omnichannel o cliente pode chegar a valer 300.»

Contas feitas, Joaquin Diaz de Teran considera que o caminho a seguir «só poderá ser este».