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O que esperar para o setor financeiro em 2022?

O que esperar para o setor financeiro em 2022?

Com 2021 quase no fim, é tempo de olhar para 2022 e desvendar as tendências que vão nortear o setor financeiro no próximo ano.

Transformação digital
2022 será, sem dúvida, um ano de transformação digital [1] para o setor financeiro, que em algumas situações é ainda bastante tradicional. No entanto, os novos players como neobancos e outras fintech, totalmente digitais, têm vindo a ganhar destaque no mercado e popularidade junto dos consumidores [2]. Essas dinâmicas vêm impulsionar todo o setor, por uma questão de competitividade, a querer estar cada vez mais on.
A mudança digital deve ser, por isso, prioritariamente focada na infraestrutura de IT (interna e externa) com novas soluções de hardware e software, como tecnologias de código aberto ou servidores híbridos. Esta transformação além de permitir melhores respostas às expectativas dos clientes, permite também melhorias de gestão e organização internas significativas e mais baratas e a segurança sai reforçada.

Automação
Soluções baseadas em inteligência artificial e robótica oferecem a oportunidade de as instituições financeiras se tornarem mais eficientes internamente, proporcionarem melhores experiências aos clientes e ainda conseguirem motivar os seus colaboradores já que com a automação de tarefas rotineiras, os colaboradores poderão desempenhar funções mais desafiantes.
Através de processos robóticos é possível agilizar funções bancárias, como a verificação e avaliação do risco, verificações de segurança, análise de dados ou relatórios. Mas as vantagens da automação não ficam por aqui. É também possível oferecer uma experiência digital ao cliente de alta qualidade através de chatrobots, que têm respostas instantâneas, conseguem tratar reclamações rapidamente e são capazes de dar orientações aos clientes sobre a gestão do seu dinheiro.

Open Finance
2022 vai ser o ano em que o Open Finance começará a remodelar os serviços financeiros para sempre e os bancos perceberão as oportunidades e ameaças que o Open Finance representa. A Diretiva dos Serviços de Pagamentos – PSD2 – tornou obrigatória a partilha de dados até então reservados aos bancos. Isto significa que outras diversas entidades podem vir a ser agentes de pagamento.O que esperar? Mudanças nos modelos de negócios dos bancos em direção a uma abordagem de plataforma mais aberta e colaborativa.

Inovação nos meios de pagamento
A digitalização e automação no setor financeiro têm conduzido ao desenvolvimento de inovações e novas soluções de pagamento. Através de tecnologia contactless e biometria é possível efetuar pagamentos sem dinheiro nem cartões e até sem telemóvel. Embora as preocupações com a segurança tenham causado alguma apreensão inicial, aquelas inovações já provaram ser rápidas e confiáveis como os leitores de impressão digital ou dispositivos de reconhecimento facial são métodos de pagamento em crescimento e a popularidade dessas carteiras digitais tende a crescer. As novas soluções de pagamentos são um desafio constante e que parece estar só a começar. Regularmente surgem fintech com soluções tecnológicas nesta área. Além disso, o 5G virá acelerar a hiperconectividade das coisas, aumentando a importância, notoriedade e uso das carteiras digitais.

O fator Fintech
2022 promete ser, à semelhança dos últimos, um ano de ouro para as fintech que também podem ser definidas como empresas cuja proposta de valor está em ofertas inovadoras [3] e preencher lacunas digitais das instituições financeiras tradicionais. É, por isso, de esperar que os bancos invistam e adquiram fintech [4] para se manterem competitivos na esfera digital, destes novos de tipos de pagamento ao processamento de transações, a opções de poupança, como fundos de investimento e produtos estruturados, a plataformas de gestão das finanças pessoais e investimento ou cibersegurança.

Segurança
Se as preocupações em relação à segurança nas operações financeiras já era um fator de destaque, com o aumento sem precedentes do comércio eletrónico a partir de 2020, tornou-se uma prioridade. Esta realidade obrigou ao desenvolvimento de protocolos de segurança mais robustos por parte das instituições financeiras e infraestruturas de pagamentos preparadas para garantir a segurança perante o adensar dos pagamentos eletrónicos que exigem maior e melhor monitorização e a rápida deteção de anomalias.

Novos instrumentos e produtos ESG
A sustentabilidade [5] nas finanças é outra tendência que se espera que se agudize em 2022, não só na expansão de produtos ESG [6] como na consideração dessas variáveis como critérios de gestão de riscos bancários e de atribuição de crédito.
Espera-se assim que em 2022 aumente a comercialização de produtos e serviços ESG, como empréstimos e contas bancárias verdes. A regulação e harmonização de conceitos deve contribuir para reduzir práticas de greenwashing e ainda criar oportunidades para produtos genuínos. O controlo e a monitorização dos riscos ambientais é outro aspeto-chave que vai estar em destaque no segmento ESG.