Literacia Financeira

Formação financeira digital: as respostas dos supervisores portugueses

Formação financeira digital

Formação financeira digital: as respostas dos supervisores portugueses

O Banco de Portugal, partilhou algumas das iniciativas em que está envolvido no âmbito da literacia financeira, segundo a administradora Ana Paula Serra, merece destaque:

Iniciativas de formação financeira digital do Banco de Portugal

  • A formação financeira digital está integrada no plano estratégico do Banco de Portugal 2021-2025, com o intuito de aumentar o conhecimento dos clientes bancários sobre os benefícios e os riscos associados aos produtos bancários comercializados através de canais digitais e promover a sua utilização segura.
  • Desde setembro de 2018, que o Banco de Portugal tem ativa a campanha de educação financeira digital #ficaadica, especialmente dirigida a jovens do 3.º ciclo e do ensino secundário. Esta campanha visa sensibilizar os jovens para os cuidados a ter no acesso, através da internet e de dispositivos móveis (como smarthphones e tablets), a produtos e serviços financeiros.
  • Adicionalmente, são divulgadas, no Portal do Cliente Bancário e nas redes sociais do Banco de Portugal, mensagens de sensibilização e conteúdos formativos sobre segurança digital.
  • O Banco de Portugal está também a desenvolver uma Estratégia de Literacia Financeira Digital para Portugal, com o objetivo de definir recomendações para o desenvolvimento de iniciativas que visem capacitar os cidadãos a tomarem decisões financeiras informadas e a protegerem-se dos riscos da digitalização dos produtos e serviços financeiros. Este projeto está a ser desenvolvido com o apoio da Comissão Europeia e da OCDE.

Plano Nacional de Formação Financeira 2021-2025 – aposta no digital

  • No que respeita ao Plano Nacional de Formação Financeira, o desafio da aceleração da transformação digital foi reconhecido na ponderação das orientações estratégicas do Plano para o quinquénio 2021-2025, e endereçado através da definição da dimensão estratégica de atuação: “Promover a formação financeira digital”.
  • Através da promoção da formação financeira digital, o Plano Nacional de Formação Financeira pretende contribuir para capacitar a população para aceder de forma segura aos serviços financeiros digitais, desenvolvendo comportamentos de resiliência à fraude e evitando a exclusão financeira por via da exclusão digital.
  • Para atingir esse objetivo, Plano identificou várias prioridades, nomeadamente:
    • Promover o acesso informado a produtos e serviços financeiros nos canais digitais;
    • Fomentar a utilização segura de produtos e serviços financeiros digitais, estimulando os comportamentos adequados de cibersegurança e resilientes à fraude online;
    • Sensibilizar para os enviesamentos comportamentais que o acesso aos canais digitais suscita ou até estimula;
    • Divulgar as caraterísticas e os riscos dos novos produtos e serviços financeiros digitais (por exemplo, serviços de iniciação e agregação de pagamentos, criptoativos, etc.);
    • Sensibilizar para o aparecimento de novos prestadores de serviços neste mercado e para a crescente oferta transfronteiriça de produtos e serviços financeiros;
    • Contribuir para a inclusão financeira digital, atenuando as desigualdades nos níveis de digitalização da população.
  • As prioridades do Plano Nacional de Formação Financeira relacionadas com a formação financeira digital estão especialmente presentes em algumas linhas de ação que se pretendem implementar nos próximos anos.
    • Na Linha de ação 1: Educação financeira nas escolas, no âmbito do protocolo de colaboração entre o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros e o Ministério da Educação, o Plano prevê iniciar a revisão do Referencial de Educação Financeira, tendo em vista a integração de novas áreas temáticas sobre os serviços financeiros digitais neste documento orientador para a implementação da educação financeira nas escolas.
  • Na Linha de ação 4: Formação financeira dos empregados e desempregados, o Plano pretende, durante os próximos cinco anos, rever os percursos formativos da formação profissional, previstos nas Unidades de Formação de Curta Duração (UFCD) do Referencial de Educação Financeira, no sentido de integrar, entre outros, novos temas relacionados com os canais digitais.
  • A Linha de ação 5 prevê: Formação financeira para micro, pequenas e médias empresas, no âmbito da parceria entre o CNSF, o IAPMEI e o Turismo de Portugal, está previsto, até 2025, ajustar os cursos de formação dirigidos aos empreendedores e gestores de micro, pequenas e médias empresas através da incorporação de conteúdos relacionados com os novos produtos financeiros, como o crowdfunding e os criptoativos.
  • A Linha de ação 7: Reforçar a aposta nas redes sociais, com Campanhas de sensibilização dirigidas aos jovens, para que façam uma utilização segura dos canais digitais e adquiram conhecimentos sobre as caraterísticas e os riscos dos novos produtos e serviços financeiros digitais.
  • Linha de ação 8:prevê Campanhas nos meios de comunicação tradicionais, como as rádios e televisões locais e nacionais, por forma a abranger igualmente os grupos com menores competências digitais.