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A importância do conteúdo na venda

Importancia

Nos dias que correm, costuma dizer-se que o conteúdo é rei e, na verdade, quando falamos de vendas e de comércio eletrónico esta é uma realidade indiscutível.

Foi também tendo em conta este cenário que a Paez criou e desenvolveu toda a sua estratégia de vendas online. Durante o Congresso Smartpayments 2016, organizado pelo IFE, Diogo Vieira Borges, sales and marketing manager da empresa explicou que a Paez começou por ter apenas um site meramente informativo, mas que, rapidamente percebeu ser necessário algo mais.

«Há uns anos optámos por desenvolver um site de fundo totalmente vocacionado para o comércio eletrónico e, hoje em dia, este já cobre 10% das nossas vendas», referiu o responsável.

O espaço foi pensado tendo «sempre em conta o perfil dos clientes» com a criação «de campanhas exclusivas e direcionadas» bem como «programas como o Passbook. Este ultimo não é mais do que  «uma wallet virtual que compreende todo o tipo de informação relacionada com campanhas e dados de produto». Atualmente, a Paez conta com «mais de 10 mil Passbooks descarregados em todo o mundo».

Diogo Vieira Borges aponta já o futuro explicando que a relação da marca com o cliente vai passar pela «criação de códigos promocionais específicos no site e por um maior conhecimento do utilizador e das suas necessidades».

De resto, a experiência online foi também abordada por Vincent Fillaud, director product management Europa da Verifone. Este responsável defende que «a experiência na Internet tende a ser muito boa já que, nomeadamente, não tem limites de data, hora, tempo, etc, e isso agrada aos consumidores».

Vincent Fillaud fez ainda questão de recorrer a um estudo Verifone para recordar que «41% dos clientes tem menos probabilidades de fazer compras se não tiver associado um bom programa de fidelização». Por outro lado, «70% das experiências de compra baseiam-se na forma como o cliente sente que está a ser tratado pela empresa em causa».

Tendo em conta estes cenários, torna-se determinante ao negócio «conseguir identificar e contextualizar o cliente no exato momento em que este “entra pela porta”». É isso que a Verifone está a fazer, disponibilizando uma infraestrutura de comércio eletrónico «que assegura ao comerciante a possibilidade de distribuição de produtos e serviços de forma personalizada a cada cliente».

E se o negócio tem de se adaptar às novas exigências dos clientes, a novos conceitos disruptivos e a uma nova forma de encarar a costumer journey, também a banca deverá ser capaz de dar este salto. É, pelo menos, isto que está a fazer o Millenium BCP que trabalha «desde hás uns anos o tema, com desenvolvimentos mobile first, tendo criado oferta em smartphone e, a partir daí, escalado para as diversas plataformas» conforme explicou Joaquim Leal, diretor de Internet e Mobile da instituição bancária.

De resto, o canal móvel tem vindo a ganhar peso dentro do Millenium BCP «não havendo, hoje em dia, altura em que não estejam mais clientes no mobile do que no site web» diz Joaquim Leal.

Mas as novas tecnologias entraram no Millenium BCP para ajudar também em outros projetos: «Temos desenvolvidos testes de eyetracking que nos permitem avaliar, sem filtros, aquilo que o cliente está a ver no site

De uma forma ou de outra, todo o trabalho desenvolvido dentro do Millenium BCP tem subjacente conceitos importantes para a gestão do cliente como «a experiência de utilização, uma maior comodidade e um melhor serviço». Temas que foram amplamente defendidos e dados como determinantes ao longo dos dois dias de congresso.