Digitalização

Transição Digital é um dos pilares do Plano de Recuperação e Resiliência do País

Transição Digital é um dos pilares do Plano de Recuperação e Resiliência do País
O Plano de Recuperação e Resiliência económica de Portugal 2020-2030, apresentado pelo Governo, foi dividido em três pilares – Resiliência, Transição Climática e Transição Digital – e prevê um investimento de 12,9 mil milhões de euros. Para a Transição Digital o orçamento é de 3 mil milhões de euros, que serão repartidos entre escolas, empresas e administração pública.

De acordo com o Governo, o objetivo é investir na digitalização das escolas, mas também em equipamentos, infraestruturas, assim como recursos humanos e educativos. As áreas da justiça e saúde, ao nível da administração pública, vão receber um investimento na sua capacitação digital, esperando-se ainda o apoio à transição digital das empresas.

O Executivo defende que será necessário continuar a apostar nas qualificações e competências dos cidadãos portugueses para ter os recursos humanos necessários ao desenvolvimento e transformação económica, ambiental e social do País. Além disso, o Governo defende a qualificação dos jovens com novas especializações económicas.

Outra das propostas é a cobertura de fibra ótica em todo o País, considerada pelo Governo como “um fator crucial para a transição digital e ecológica”, contribuindo para o aumento da competitividade do tecido empresarial, para a coesão territorial e para o ecossistema da inovação e investigação.

Além disso, está nos planos a integração das tecnologias no ensino básico, secundário, universitário e profissional para a melhoria contínua da qualidade das aprendizagens e a inovação e desenvolvimento do sistema educativo. Os objetivos passam por dotar os cidadãos de competências digitais necessárias à sua realização pessoal e profissional, assim como garantir a igualdade de oportunidades no acesso a equipamentos e recursos educativos digitais e o investir nas competências digitais dos docentes e formadores.

O Executivo pretende ainda que sejam reforçadas as competências de todos os organismos públicos no uso das tecnologias digitais e na flexibilização e simplificação dos processos de trabalho. Em destaque está a promoção da modernização dos sistemas informáticos da Administração Pública, integrando todas as plataformas para aumentar a eficácia e rapidez de todas as intervenções.

Outra das propostas passa pela criação de um plano de investimento para as empresas recuperarem o caminho para a transição digital através do acesso a meios tecnológicos digitais que promovam a modernização dos processos de trabalho e de produção, que desmaterializem os workflows, que cubram os défices de competência no uso de tecnologias digitais e que adaptem as empresas à organização do teletrabalho e à flexibilização das cadeias de funcionamento.

Está ainda previsto um programa de capacitação dos centros tecnológicos e de investigação aplicada que inclui financiamento de equipamentos tecnológicos, instalações, estruturas de mediação empresarial, envolvendo investimento e recursos altamente qualificados. A difusão tecnológica, a valorização acelerada de conhecimento, a vigilância tecnológica e de mercado, além da preponderância da I&D colaborativa, são alguns temas desta matéria.