Digitalização

Orçamento do Estado destaca papel do Plano de Transição Digital como motor da transformação do País

Orçamento do Estado destaca papel do Plano de Transição Digital como motor da transformação do País
O Orçamento do Estado para 2021, entregue a 13 de outubro no Parlamento, detalha o Plano de Ação para a Transição Digital que é considerado pelo Executivo como “um motor de transformação do País”. Este plano do Governo reforça a eficiência e a resiliência, a adoção inteligente de TI e soluções tecnológicas transversais e aposta na simplificação e interoperabilidade.

Entre as medidas está um maior foco na capacitação digital das pessoas, na transformação digital das empresas e na digitalização do Estado. De acordo com o documento, “a capacitação digital das pessoas é um imperativo de resposta ao impacto que a digitalização pode ter na vida de cada indivíduo, implicando uma abordagem integrada que assegure medidas diferenciadas em função do ciclo de vida dos cidadãos — dos mais preparados aos mais vulneráveis”.

O Orçamento do Estado prevê, assim, a um investimento de 400 milhões de euros no Programa Escola Digital que inclui a aquisição de equipamentos e ferramentas digitais e a capacitação digital dos professores e gestores das escolas.

Já o Programa INCoDe.2030 vai continuar em 2021, com o Governo a referir que acredita que a transição digital será uma oportunidade de mudança estrutural das organizações através de novas formas de interação e relacionamento com utentes.

Para o empreendedorismo, os planos do Governo passam por iniciar uma segunda fase da Startup Portugal +, a estratégia do Executivo para o empreendedorismo, com o foco na internacionalização, financiamento e consolidação do ecossistema português. Dentro das oportunidades de apoio relativas ao novo Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, há o objetivo de difundir uma rede nacional de centros de inovação digital, com respetiva ligação à rede europeia no âmbito do Digital Europe Programme, dirigido a clusters de competitividade, centros de interface tecnológico, CoLabs e outras organizações sem fins lucrativos, no seu papel central de suporte ao empreendedorismo.

Destaque ainda para medidas de simplificação e modernização da interação entre o Estado e as empresas e cidadãos, nomeadamente para um alargamento do programa Simplex 2020-2021.

Recorde-se que o Plano de Recuperação e Resiliência Económica de Portugal 2020-2030, apresentado pelo Governo, foi dividido em três pilares – Resiliência, Transição Climática e Transição Digital – e prevê um investimento de 12,9 mil milhões de euros.