biometria

Mastercard reforça segurança nos pagamentos digitais

A versão revista da diretiva europeia de serviços de pagamento (PSD2) entrou em vigor este mês e promete trazer mudanças significativas ao mercado: vai alargar o espetro de empresas que podem prestar serviços financeiros e trazer novas obrigações no que toca aos meios de autenticação dos clientes, entre outras modificações. A sua transposição para a lei portuguesa está atrasada mas a previsão é de que estará concluída em breve.

É em relação aos requisitos SCA (Autenticação Forte dos Clientes) que a Mastercard desenvolveu um guia para ajudar bancos, comerciantes e parceiros a cumprirem as regras, aumentado a segurança dos pagamentos e melhorando a experiência dos utilizadores. A Comissão Europeia estabelece com a PSD2 um sistema de autenticação em que os utilizadores terão de fornecer dois de três elementos: algo que sabem (como uma palavra-passe ou código PIN), algo que possuem (como o cartão ou o smartphone) e algo que são (um elemento biométrico como reconhecimento de íris ou impressão digital).

Este último é o elemento chave, visto que a maioria dos smartphones têm já algum tipo de autenticação biométrica e esta é considerada mais cómoda e segura pelos utilizadores e fornecedores de serviços. Aliás, um estudo da Universidade de Oxford refere que 93% dos consumidores prefere utilizar sistemas biométricos em vez de passwords para a autenticação de pagamentos.

O guia desenvolvido pela Mastercard funciona como um quadro de referência que inclui novos serviços de segurança, cuja intenção é acelerar adoção de dados biométricos e estabelecê-los como padrão para autenticação de pagamentos digitais até abril de 2019. É nesta data que o Mastercard Identity Check vai substituir totalmente o SecureCode, tornando a biometria no padrão de verificação da marca.

Isto é bom também para os bancos, argumenta a empresa: as taxas de abandono de transações reduzem-se em 70% com o uso de biometria, em comparação com outros métodos como a password de uso único que é enviada por SMS.

«Os consumidores estão bastante recetivos aos sistemas biométricos», refere Paulo Raposo, diretor geral da Mastercard Portugal. «De facto, de acordo com o nosso último barómetro de pagamentos digitais, mais de 40% dos consumidores manifestaram interesse na validação biométrica do pagamento, em alternativa a outras formas de identificação, pelo facto de ser mais convenientes, seguro e rápido.»

Biometric infographic SEND

Novos serviços

Os serviços que a empresa vai lançar para agilizar esta transição vão chegar de forma faseada. Até ao final do mês, estará disponível um novo serviço de decisão e deteção de fraude baseado em inteligência artificial, o Mastercard’s Decision Intelligence, que será disponibilizado aos bancos. Até julho, chegará uma nova funcionalidade de notificação das transações realizadas em dispositivos móveis, para ajudar os consumidores a controlarem os gastos. O sistema de alertas foi desenvolvido com bancos e instituições financeiras.

A partir de outubro, surge o Automatic Billing Updater. Ou seja, os consumidores já não terão de fazer nada quando os seus cartões expirarem, porque a Mastercard passará a comunicar automaticamente os novos detalhes do cartão a todos os comerciantes.

«As tecnologias baseadas em sistemas biométricos vêm responder às expectativas dos consumidores de obterem as soluções de pagamento seguras do futuro, em sintonia com a crescente digitalização dos estilos de vida», considera o presidente da Mastercard para a Europa Ocidental, Carlo Enrico. «Isso traz benefícios significativos para os consumidores, comerciantes e bancos, mas também melhora a experiência de compra em resultado da maior segurança.»