Privacidade

Especialista em RGPD alerta para falta de qualidade de formações

Manuel David Masseno, especialista em RGPD, reforça importância da escolha da formação mais adequada e alerta para falta de qualidade de algumas formações low coste em short time.

A poucas semanas da entrada em vigor do Regulamento Geral de Protecção de Dados, o especialista Manuel David Masseno, um pioneiro do tema em Portugal, reforçou, em comunicado, a importância de fazer uma boa escolha em matéria de formação nesta matéria.

O professor adjunto do Instituto Politécnico de Beja e investigador sénior do Laboratório UbiNET (Informática e Cibercrime), que leciona sobre o tema da proteção de dados pessoais desde 1993, considera que deve haver um cuidado especial na escolha das formações em matéria de conformidade com o RGPD, em especial quanto à idoneidade das entidades formadoras “que foram surgindo nos últimos meses, assinala.

Manuel David Masseno está atualmente a lecionar estas matérias em colaboração com a DPO Consulting, a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e o IAPMEI.

Manuel David Masseno está atualmente a lecionar estas matérias em colaboração com a DPO Consulting, a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e o IAPMEI. O foco das suas lições são cursos específicos para a formação nas funções de Encarregado de Proteção de Dados (DPO ), para dotar as empresas e os profissionais (futuros DPO, diretores de informática, administrativos, jurídicos, marketing, recursos humanos e qualidade) para o exercício das tarefas inerentes à implementação do RGPD.

O professor alerta para a “qualidade questionável” de alguma oferta no mercado em que “existem cursos com duração inferior a 12 horas”, sendo que “o mínimo para um curso nesta vertente deverá ter a duração nunca inferior a 30 horas, de trabalho intensivo, isto sem referir a escassa ou nenhuma preparação específica da grande maioria dos formadores, muitos dos quais nunca tiveram contatos com a matéria até há poucas semanas”.

Em plena contagem decrescente para a entrada em vigor do RGPD, Elsa Veloso, acrescenta Certified Information Privacy Professional Europe e CEO da DPO Consulting, reforça ainda que “sobretudo, devemos encarar o RGPD mais como uma oportunidade reforçada de defesa da privacidade de cada um e dos respetivos dados pessoais, mais do que um entrave à economia. A figura do Encarregado de Proteção de Dados (DPO) de prática isolada ou inserido num escritório de DPO é uma das mais relevantes inovações do novo regulamento e a IAPP – International Association of Privacy Professionals, a maior associação mundial de privacidade estima que, serão necessários 36 000 DPOs a nível europeu, para darem resposta eficaz aos sectores público e privado”.