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Appcoins dinamizam pagamentos nas app stores

O protocolo AppCoins assenta na tecnologia blockchain e está aberto a qualquer app store. Na prática, a Aptoide cria uma nova moeda para os mercados das apps que pode ser utilizada por outras lojas de aplicações em qualquer sistema operativo.

Ao interagir com as apps, os utilizadores são recompensados com AppCoins, permitindo pela primeira vez aos cerca de dois mil milhões de possíveis clientes do mundo que ainda não possuem acesso a meios de pagamento online, fazerem compras na aplicação (como por exemplo atualizações de jogos).

Os utilizadores podem também transferir AppCoins entre si, aumentando as possibilidades de compra e incentivos para que descubram e tirem maior usufruto das aplicações.

Hoje, apenas 5% dos utilizadores de smartphones fazem compras nas aplicações através de publicidade nativa. O protocolo AppCoins remove quaisquer barreiras à entrada para utilizadores e developers, oferecendo uma solução universal que aborda os três principais problemas do ecossistema: a intermediação excessiva do atual modelo de publicidade mobile, a inacessibilidade das compras na aplicação para utilizadores e a falta de transparência no processo de aprovação de apps.

Com a AppCoins, a Aptoide torna-se a primeira loja de aplicações do mundo baseada em tecnologia blockchain, através da plataforma Ethereum. A solução cria uma mudança de paradigma para todo o ecossistema de aplicações, que atualmente gera mais de 77 mil milhões de dólares por ano em receita bruta.

O objetivo é criar um novo ecossistema de partilha entre todas as lojas de aplicações, criando uma nova linguagem universal da economia de aplicações. “Hoje, com tecnologia blockchain e smart contracts, podemos desbloquear todo o processo de distribuição e monetização de apps para developers”, afirma Ren Tang, vice-presidente de Produto da Aptoide..

Para developers, o modelo elimina todos os intermediários de pagamento e de publicidade, garantindo um maior retorno do investimento. Além disso, toda a informação é armazenada no blockchain, onde é criado um histórico reputacional dos developers nas diversas app stores. Esse histórico automatiza o processo de aprovação de apps e elimina a opacidade que existe no modelo atual, que varia entre app stores. De acordo com Tang, ao reduzir os intermediários de Adtech, a AppCoins “reduz para 15% os custos de intermediação para o developer, comparando com uma média de indústria que varia entre 40% a 70% “.

O mercado de aplicações é hoje um dos mercados online que maior crescimento apresenta, prevendo-se que, até 2021, alcance mais de 6 mil milhões de utilizadores e gere uma receita de 6,3 triliões de dólares em receita até 2021.

A AppCoins está configurada para mudar profundamente a atual economia das apps, oferecendo um ambiente radicalmente novo para distribuir e consumir apps em escala”, promete Paulo Trezentos, CEO da Aptoide.

Para financiar o projeto, a empresa prevê lançar uma oferta inicial de moedas (ICO), iniciando o processo com uma pré-venda a decorrer de 6 a 9 de novembro, aberta a membros da comunidade Android e outros grupos exclusivos. Durante este período será possível comprar os primeiros tokens de AppCoins, com um desconto de 30%. No total, a Aptoide prevê angariar 28 milhões de dólares com o ICO.

Desde 2013 que os ICO são ferramentas frequentemente usadas para financiar o desenvolvimento de novas criptomoedas, fornecendo o capital para que este tipo de projeto seja uma realidade. No segundo trimestre de 2017, os financiamentos através de ICO atingiram um recorde de 800 milhões de dólares e ultrapassaram, recentemente, o financiamento do capital de investimento de risco.