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Compras feitas pela internet motivaram 1.642 queixas em 2017

Ao longo do ano passado, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor recebeu 1.642 reclamações de consumidores insatisfeitos com experiências de compras online. A aquisição de equipamentos eletrónicos como telemóveis, computadores e acessórios estão entre as que geraram maior número de queixas, mas não são as únicas. Os dados compilados também revelam reclamações relacionadas com a compra de vestuário e outros acessórios de moda.

A maior parte destas queixas estão relacionadas com a encomenda e compra de bens que não chegaram a ser entregues, atrasos nas entregas, dificuldade em fazer valer a garantia dos produtos comprados, ou falta de informação sobre artigos que estão à venda, mas não existem em stock.
Os dados foram detalhados pela associação à agência Lusa, confirmando que comprar pela internet é cada vez mais uma opção da preferência dos portugueses, pela comodidade, economia de tempo e pela facilidade de comparar produtos antes de comprar.

A Lusa recolheu ainda o número de queixas de consumidores apresentadas junto do Portal da Queixa em 2017. Os números são superiores e atingiram as 8.538 reclamações, num aumento de 136% face a 2016. Também nesta plataforma a compra de produtos eletrónicos está entre as que geram mais casos de insatisfação (45%). Seguem-se as aquisições relacionadas com viagens e turismo, responsáveis por 7% das queixas recebidas pelo site, que identifica prestadores de serviços com pior prestação.

Destaque para a eDreams, que deu mote a 763 reclamações. A segunda empresa classificada neste ranking foi a Pixmania, com 488 queixas e o Top 3 fecha com a Audilar, que motivou 443 reclamações.